O ÓVIO ULULANTE ANO I, Nº 1: MINISSÉRIE: OS MITOS DO SENSO COMUM- APRESENTAÇÃO: “QUE TEMPOS SÃO ESSES...” A CRISE DO “LOGOS” POLÍTICO E OS MITOS DO SENSO COMUM – CONCLUSÃO

Confira a conclusão de nossa análise crítica sobre o colapso do diálogo político e os caminhos para sua reconstrução. Entenda a crise do debate político a partir da subjetivação do discurso, da indústria das Fake News e da crise econômica como força motriz desse processo.

 


Como vimos na postagem anterior, a crise do debate político tornou-se uma das marcas mais visíveis do nosso tempo. Mais do que episódios isolados de intolerância, o que se observa é um processo mais amplo de subjetivação do discurso político. Neste processo a análise racional cede espaço para crenças, identidades e percepções fragmentadas da realidade. De acordo com esse cenário, a indústria das Fake News, a crise econômica e o enfraquecimento das instituições de informação e ensino desempenham um papel central.

Mas como chegamos até aqui?

 

 

Objetividade e intencionalidade: como se forma o discurso político




Provavelmente a esta altura você ainda deve estar se perguntando...

Mas afinal, o que seria o logos político?

Vejamos...




Pense da seguinte maneira: se existe um buraco na sua rua, ou se a escola onde seu filho estuda não tem vagas, ou se o condomínio onde você mora precisa ampliar o estacionamento, etc., situações deste tipo extrapolam o arco de possibilidades do que podemos fazer sozinhos.

A resolução para problemas como os listados acima, traz como necessidade, o debate quanto às ações possíveis. Essa discussão tem como função a construção de uma compreensão coletiva comum para se empreender uma ação comum. Ela geralmente é construída por algum tipo de reunião (associação de moradores, a do conselho escolar ou na assembleia de condomínio). Apesar dessas reuniões contarem com pessoas que gostam de falar demais, o fim da discussão coletiva tem em vista a ação para resolver os problemas comuns.

Essa é a dinâmica que fundamenta o logos. Do grego antigo, essa palavra costuma ser traduzida como “discurso” ou “discussão” que tematiza problemas e questões políticas. Não obstante, este vocábulo aparece associado à noção de práxis, ou seja, a ação política. Tal como vimos nestes exemplos, o discurso político constitui em um momento da práxis.

Mas calma, essa não é toda a história.

Vamos entender um pouco mais sobre como o logos funciona em nosso dia a dia.

Vamos partir de outro exemplo: ninguém nega que o abastecimento de energia elétrica seja um serviço da mais alta importância. O comprometimento da distribuição de luz e energia elétrica pode afetar o funcionamento de toda uma sociedade. O fato de um problema desta natureza nos afetar a todos, torna essa questão um problema político. Contudo, as saídas apontadas para ele não beneficiam todo mundo em igual medida.

Se este é um serviço oferecido pelo Estado, parte-se do entendimento de que este tem o dever de garantir os direitos básicos a todos os seus cidadãos igualmente. Contudo, se tal serviço é oferecido por uma empresa privada, ele está subordinado à lógica do lucro, por isso, sua qualidade estará diretamente relacionada a quem pode pagar mais.

Cada ação (práxis) conduz a um resultado que, embora apresente soluções para o mesmo problema geral, suas consequências tendem a favorecer mais a uns do que outros. Desta forma, ao propor uma solução determinada para este problema, o logos de quem o faz possui uma intencionalidade particular. Por exemplo, a intenção de quem propõe que o serviço de abastecimento de luz e energia seja público é totalmente diferente daqueles que propõem que este seja privatizado.

Por quê?




Raciocine comigo: quando pensamos onde o debate político ocorre, a resposta é um tanto óbvia: na sociedade! Todavia, a “sociedade” não é algo que paira no ar. Ela se fundamenta em duas características inevitáveis. A primeira é que nosso organismo social é dividido em classes sociais. A segunda é o fato de que essas classes se relacionam entre si através da exploração do trabalho.

Ora, o que isso significa?

Em termos práticos, significa que a sociedade, tal como nós a conhecemos hoje, se organiza entre aqueles que precisam trabalhar para sobreviver e aqueles que se apropriam do que é produzido. Em uma sociedade dividida em classes, portanto, o logos político é atravessado por intencionalidades distintas, relativas aos grupos que disputam na arena política.

Contudo, essa diversidade não exime os agentes políticos de oferecer respostas objetivas aos nossos problemas. Por mais que programas políticos expressem interesses específicos, suas propostas precisam incidir, em alguma medida, sobre problemas que nos afetam a todos nós. Estes devem ser ao menos parcialmente resolvidos, independentemente da intencionalidade de quem o propõe.




Por este motivo o discurso, na política, se funda numa tensão permanente: de um lado, a intencionalidade de grupos políticos, frações de classes, classes, etc.; de outro, a objetividade expressa na necessidade de respostas concretas aos problemas coletivos.

Mas o que acontece quando essa objetividade se enfraquece?

Se ela é um aspecto essencial da política, por que ela aparece hoje quase desbotada na discussão pública?

Vejamos...


Crise do debate político: a dissolução da objetividade




A objetividade, apesar de ser um elemento importante do logos, não é algo que nos apareça diretamente. Para alcançar uma visão objetiva dos fatos e dos fenômenos políticos, fazem-se necessários dois elementos imprescindíveis.

O primeiro é que a informação. Sem informações sobre os problemas e questões mais sensíveis disponíveis ao maior número de pessoas, não há como debater. Por outro lado, esses fatos não são algo isolado. Eles tendem a ser o sintoma de problemas estruturais maiores. Estes não são apreensíveis de forma imediata. É preciso o uso de conceitos, de métodos e de técnicas que ampliem nosso conhecimento da realidade.

Por isso, historicamente, a consolidação do Estado Constitucional, desde seu nascedouro, esteve associada à universalização da imprensa e a laicização do ensino. Sem ambos, o debate político jamais seria universalizável. Por outro lado, a objetividade jamais seria possível de ser alcançada sem o uso de informações e de teorias científicas elaboradas. A crise do debate político e o fenômeno da subjetivação estão imediatamente associadas a estes dois aspectos.

Quando as opiniões deixam de se apoiar na informação concreta e na análise racional, elas passam a se orientar por crenças e preferências individuais. É neste momento que a política deixa de ser espaço coletivo e passa a funcionar como extensão da identidade individual.

Como isso é possível hoje?

Somos uma sociedade que está sempre anunciando novas descobertas científicas e novas tecnologias em diferentes áreas. Grande parte dessas tecnologias se concentra nos meios de comunicação, evoluindo grandemente a rapidez e a fluidez com que sabemos sobre o que ocorre no mundo. A educação laica, por seu turno, já se universalizou como forma de ensino preponderante. Em quase todas as instituições de ensino do ocidente ela praticamente substituiu as instituições religiosas na educação de crianças, de jovens e adultos.

Essas conquistas, aparentemente, teriam como consequência a ampliação  da objetividade do discurso político.

Mas como a subjetivação do logos pode ocorrer em uma sociedade que amplia sua capacidade tecnológica e mantém instituições de conhecimento em amplo funcionamento?


Fake News e crise da informação: o obscurantismo na sociedade do “esclarecimento”




Parte dos motivos para este paradoxo se explicam diante do fato de que a credibilidade dessas instituições passa a ser questionada. Criou-se uma percepção de desconfiança sobre estas. Este sentimento, entretanto, não se desenvolveu de forma espontânea, mas está relacionado à um conjunto de elementos que se desenvolveram nos últimos vinte anos.

Comecemos procurando entender sobre a crise de confiabilidade e de credibilidade em relação aos meios de comunicação que hoje enfrentam o desafio da indústria de Fake News. Como afirmamos acima, a comunicação exerce um papel crucial no debate político, uma vez que sem a apropriação dos fatos simplesmente não há o que se discutir. A indústria de Fake News, entretanto, tem seus efeitos não apenas no logos político em si, mas em outros aspectos sensíveis de nossa vida social.

Por exemplo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hesitação vacinal figura entre as 10 maiores ameaças globais à saúde pública. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal infantil, que ultrapassava 95% em diversas vacinas no início dos anos 2010, caiu para patamares próximos ou inferiores a 70% entre 2020 e 2022. O resultado foi concreto: o país voltou a registrar surtos de sarampo, com mais de 10 mil casos entre 2018 e 2020, após anos de erradicação.

Essa redução é consequência direta de movimentos que promovem campanhas de desinformação sobre os efeitos das vacinas para a saúde das pessoas, sobretudo de crianças. Um estudo do Massachusetts Institute of Technology demonstrou que notícias falsas têm cerca de 70% mais chances de serem compartilhadas do que notícias verdadeiras e se propagam até 6 vezes mais rápido nas redes sociais. Relatórios da UNESCO e da Comissão Europeia indicam que a desinformação movimenta bilhões de dólares por ano, consolidando-se como um setor estruturado, com financiamento, redes coordenadas e estratégias de engajamento.

Ou seja, não se trata de erro ou ruído: trata-se de uma indústria operada por organizações que, nos últimos vinte anos, se ampliaram enormente!

Mas os obstáculos à objetividade do logos não se limitam aos grupos obscurantistas. A própria estrutura dos meios de comunicação, monopolizados por grandes corporações, desempenha papel central. Relatórios da Repórteres Sem Fronteiras mostram que poucos conglomerados concentram grande parte da mídia global. No Brasil, estudos do Intervozes indicam que menos de 10 famílias controlam a maior parte dos principais veículos de comunicação do país.

Essa concentração implica não apenas em controle econômico, mas na   definição de agendas, enquadramento de narrativas e silenciamento de determinadas pautas. Mesmo sem Fake News explícitas, há seleção e recorte. A disputa pela verdade não ocorre apenas nas margens — ela atravessa o próprio centro do sistema informacional e é aqui que a subjetivação encontra seu ponto mais sensível.




Quando a imprensa oficial perde a credibilidade, gera-se uma desconfiança generalizada sobre a informação que nos chega. Essa insegurança é um dos aspectos que alimenta a busca por formas alternativas de comunicação, criando o fermento para o crescimento da indústria de Fake News.

 Claro que o desenvolvimento do senso crítico e a educação digital para o reconhecimento de notícias falsas poderiam contribuir no problema da comunicação. No entanto, as instituições educacionais também estão sob ataque.

Mas...


Educação e política: o que se esconde sob a máscara da neutralidade no ensino




Diferentemente do passado mais próximo, os ataques à educação hoje, não se resumem apenas ao sucateamento da estrutura educacional, a precarização dos profissionais da educação ou a políticas públicas que, de forma mal disfarçada, privilegiam a educação privada em detrimento da pública. Além destes elementos que, historicamente, sempre predominaram nas lutas sociais envolvendo a pauta da educação, as próprias instituições de ensino enfrentam uma crise quanto à sua credibilidade e confiabilidade.

Vejamos mais de perto como isso ocorre...

No Brasil, iniciativas como o movimento Escola sem Partido buscaram restringir abordagens críticas no ensino. Entre 2014 e 2020, foram apresentados mais de 200 projetos de lei inspirados nessa proposta em diferentes níveis legislativos. Relatórios do ANDES-SN e do Observatório do Conhecimento também registram crescimento de denúncias de assédio e censura a professores, além de tentativas de interferência em conteúdos curriculares e cortes no financiamento científico que, em alguns períodos, ultrapassaram 50% do orçamento de pesquisa federal.

Em outros países, o cenário é semelhante: nos Estados Unidos, diversos estados aprovaram leis restringindo o ensino de determinados conteúdos históricos e científicos, evidenciando que a disputa não é apenas por opinião, mas pelo controle do conhecimento.

A motivação imediata desses ataques, entretanto, é profundamente política.

No Brasil, por exemplo, iniciativas como a tentativa da retirada dos cursos de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio, além do próprio projeto “Novo Ensino Médio”, da implantação das Escolas Civil-Militares e das iniciativas legislativas do movimento Escola Sem Partido, são uma reação ao amplo movimento de ocupação das escolas protagonizados principalmente pelo movimento estudantil secundarista entre os anos de 2010 e 2019. Além do fato de que as categorias de professores foram das poucas que se mantiveram atuantes nos últimos vinte anos de forma contínua.

A médio e longo prazo essas iniciativas que comprometem o desenvolvimento, tanto do pensamento crítico, quanto da própria laicidade da educação, têm seus efeitos para além da luta política imediata. Assim como na comunicação, esses ataques geram desconfiança e tentativa de descredibilização sobre aquilo que é ensinado nas escolas.

Contudo, a crise nestas duas instituições se encontra ainda catalisada por uma crise maior...

Quer dizer que ainda tem mais?


Crise econômica: a verdadeira “Equidna” da crise do debate político




Desde 2008, relatórios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam crescimento contínuo do trabalho precário em escala global. Este chegou a atingir mais de 60% da força de trabalho mundial em condições informais. Dados da Oxfam mostram que, recentemente, o 1% mais rico concentrou quase metade da riqueza global, enquanto bilhões de pessoas enfrentam estagnação ou perda de renda. No Brasil, a informalidade atinge cerca de 40% da população ocupada, segundo dados recentes do IBGE.

Esse quadro de precariedade nas relações de trabalho aparece ainda mais agravado pela redução das organizações sindicais que, no passado, não só eram responsáveis pela proteção de direitos adquiridos, como impulsionaram lutas por maiores direitos, fazendo avançar a legislação trabalhista.

Segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a densidade sindical média nos países-membros praticamente caiu pela metade nos últimos 40 anos. Em 1985, cerca de 30% dos trabalhadores eram sindicalizados; em 2024, esse número recuou para aproximadamente 15%. Nos Estados Unidos, o declínio é emblemático: a taxa de filiação caiu de 18% em 1985 para 10% em 2025, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. Mesmo em países com forte tradição de bem-estar social, como a Suécia e a Dinamarca, as taxas que superavam os 90% na década de 1980 encontram-se hoje na casa dos 65%. A cobertura das negociações coletivas também seguiu essa tendência, reduzindo-se de 47% para 33,6% globalmente no mesmo período. No Brasil o período mais sensível foi entre 2017, com a reforma trabalhista, onde a taxa de sindicalização caiu de 14,4% e em 2023 quando a mesma caiu para 8,4%.

Esse quadro de instabilidade cria um ambiente de insegurança permanente, alimentado pelo processo de crise política que se acentuou principalmente a partir de 2014, com a escalada da ultradireita como força política. A perca da segurança mínima relativa à continuidade em seus empregos, a fragilidade das iniciativas políticas para retomar os antigos patamares de estabilidade e regularidade quanto às condições de trabalho, além da fragilidade cada vez maior das organizações classistas significou o enfraquecimento geral das profissões formais. Este processo segue a pari passu com o crescimento da informalidade, completando o quadro geral de precarização das relações de trabalho.

 Quando a realidade se torna instável, a necessidade de sentido cresce — mesmo que esse sentido seja ilusório. É nesse terreno que prosperam explicações simplificadoras e discursos autoritários.

Temos assim:

1.       Crise nas relações de trabalho, aumento da informalidade, enfraquecimento das organizações sindicais e a insuficiência dos governos liderados pela esquerda moderada na reconstrução das condições de vida dos trabalhadores.

2.      Ascensão da ultradireita como força política, descredibilização dos meios de comunicação e o fortalecimento da indústria de Fake News. A simultaneidade com que esses aspectos progridem, evidentemente, não é mera coincidência.

3.      Por fim, mobilizações estudantis, ocupações de escolas, movimentações de professores da rede básica e do ensino superior. Em resposta: movimento Escola Sem Partido, escolas civil-militares, Reforma no Ensino Médio.

Parece surreal demais para ser verdade, mas são apenas as linhas escritas no livro da História.

O aspecto mais grave da subjetivação do debate político não é sua existência, mas seus efeitos. Ela dificulta a construção de um nível mínimo de objetividade no debate e, por consequência, reduz a possibilidade de se construir ações políticas consistentes. Esse problema, entretanto, não se restringe ao debate político: ele atravessa toda a sociedade. Superá-lo exige mais do que ajustes pontuais. Exige repensar práticas, estratégias para requalificar o debate político.

Mas qual caminho seguir?

Essa é uma questão que permanece em aberto.

Da nossa parte...


Por que explicações simples dominam o debate político?: as origens dos mitos do senso comum





Agora que entendemos os elementos do logos político e que aspectos objetivos o condicionam, é chegada a hora de nos determos na seguinte pergunta: como nossas opiniões políticas se formam?

Grande parte delas se formam a partir de um nível de entendimento coletivo determinado: o senso comum. Ora, é justamente neste nível de consciência que está a zona mais sensível do processo de subjetivação do logos político.

Tal processo contribui para a formação de uma compreensão coletiva não só moldada por explicações simplistas, mas – o que é pior! – pela recusa ao contraditório. Na medida em que o diálogo – pelos motivos que apontamos ao longo de toda nossa exposição – circula apenas entre os iguais, a objetividade se perde. Isso porque ela só pode emergir quando se confronta e se comparam as diferentes opiniões relativas aos mesmos fatos.

Diante disso, a proposta desta minissérie não é oferecer respostas prontas, mas problematizar as certezas das explicações trazidas pelo senso comum. No campo político, isso se expressa no questionamento de compreensões aparentemente evidentes: a crise econômica é culpa do governo, a corrupção é falha moral individual, a política é um jogo oculto de interesses. Elas não são necessariamente falsas...

São incompletas!

E é justamente essa incompletude que lhes confere força.

Afinal, não há pior mentira do que uma meia verdade!


O questionamento como jornada de retorno ao logos político




Chamamos essas explicações de “mitos do senso comum”: formas de compreensão que revelam e ocultam simultaneamente. Isso porque esses mitos mostram a superfície, não a estrutura.

Se quisermos compreender por que o debate político chegou a esse nível de subjetivação — e por que o óbvio se tornou tão difícil de enunciar — talvez seja necessário começar por aqui: não rejeitando o senso comum, mas investigando seus limites. Buscando explicitar os questionamentos que podem motivar a transição para uma nova perspectiva, sem rejeitar ou minimizar os conhecimentos, as vivências e a experiência de cada leitor ou leitora.

É com esse propósito que adotamos como os textos inaugurais da nossa coluna “O Óbvio Ululante”, a minissérie “Os Mitos do Senso Comum”.

Não oferecemos respostas prontas — propomos perguntas.

Não vamos aqui te convencer de nada, chamar atenção para os fatos e propor alguns critérios de análise.

Bom... se você não concordar com eles?

Não tem problema nenhum!

A práxis política consciente não nasce da imposição, mas da elaboração coletiva.

Nosso convite não é à adesão.

Mas sim, à investigação!

Os textos serão publicados quinzenalmente partir desta data.

Prontos?

FIM

 

Michael Melo Bocádio – 25/04/2026

Revisto e finalizado em 27/04/2026 às 22h32.

Comentários